domingo, 9 de outubro de 2011

As ações e reações humanas devem ser tratadas, vistas com naturalidade, todas elas.
Cada um deveria saber de si e por não saber é que os tratamentos dados as coisas são diferentes.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Nossa poética


Desde o primeiro momento
nossa história é poesia.

Fomos a poética do mestre e aprendiz,
a poética da dança e a poética da distância.

Continuamos com a poética
dos encontros e despedidas.

Hoje somos a poética
do querer ser amor,
o amor que fez poesia da vida
e a vida se preenche
com a certeza de que ainda
seremos muitos poemas.

Zanco, o Cultivador

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Novos ares


Onde as palavras
são solidão e novos ares
serpenteando ao redor das cores

as vozes
pronunciam sonetos

e canções
ecoam entre fronteiras
no peito de alguma mulher
em um campo de pessegueiros
em flor.

Como se formam as relações,
assim se formam as palavras
quando vindas de longos caminhos
entre o tempo.

(Zanco, o Cultivador)

Sabor do Som


Cada tempero na boca suja
é palavra e palavrão
num sentido incorreto do batom
marcado na boca de outra mulher

perna nervosa que balança, bate e dança
no ar esfumaçado de tabaco barato
que contrasta no copo de meia dose

e continua a perna nervosa
num balanço quase musical
violão e voz e vozes
das mesas de meninas tão sabidas
que temperam a canção
com risos, gritos e palmas!

Muito bem as vassouras
que sonoras na caixa espancada
ao som dos beatles pra não parar no tempo
nem sentar no balcão de condimentos verbais
e assuntos nunca ditos
nem ousados por alguns sorrisos noturnos

de portas abertas pra rua
convidando pra entrar
mas os convidados não ousam
experimentar desse tempero.

(Zanco, o Cultivador)

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Da presença tua.


Deve ta brincando comigo

a forma como a coisa se dá

dentro do peito da gente.


Quero que me dê

um pouco do teu tempo

que desfrutes comigo

o cantar ao sol

e ao vento forte

do frio do sul.


E ainda assim esperar

que seja diferente

toda essa falta de aconchego

da presença tua.


(Zanco, o Cultivador)

O que acontece com o sol e a lua.


E nós giramos pelo salão

flutuando sobre as nuvens

um olhar no fundo dos olhos

para ter certeza

que vou segurar tuas mãos

e não me afastarei mais de ti e

te acompanhar pelo caminho

até onde? não sei. Tu conduzirás

com a luz do teu sorriso

e deixar que adiante

o amor guie nossa dança

e as nuvens cubram nossos pés

e que nem o céu

nos afaste novamente

como acontece com o sol e a lua.

(Zanco, o Cultivador)

domingo, 14 de agosto de 2011

Nem pára, menos passa


E não acaba
o dia inteiro
nem pára
menos passa

Se vê
que interessa
minha pressa de
olhar de novo

Beijar e somente
florescer
no amanhecer
nem pára
menos passa

De longe
não toca
se sonha
com estar perto
e que de certo
tô aqui
ao teu lado
mesmo que
distante.

(Zanco, o Cultivador)

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Conheça o livro Universo em Desencanto.


Muito em breve o Brasil será foco 
de atenção de todas as nações, 
a natureza dos acontecimentos 
políticos e sociais é o principal fator 
atuante nesse evento. 
Porém o que poucos sabem é que não seremos 
apenas palco para o desporto, 
qualidade inerente do ser humano, 
seremos uma nação em evidência 
por causa da conjunção astral 
que nos favorece por o Brasil ser berço da Cultura Racional 
a fase do novo milênio. 
Mesmo que casos infelizes venham acontecendo 
e que aconteçam durante esse período, 
são percalços para 
evidenciar que não há nada perfeito no mundo 
e devemos aprender com os erros. 
Direcionem seus pensamentos para o bem 
que seremos em breve a nação 
da concórdia universal.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Próxima dessa distância.


Que distância é essa que parece tão próxima?

Pela força do pensamento me transporto

Pra chegar a um campo, longe

Que de tão vasto segue na imaginação

Transporta-se entre as mensagens

Chega em sonhos e me aproxima dessa distância.

As dúvidas e os sentimentos se perdem nesse caminho.

Adormeço pra que a distância se torne em sonho

A imagem de uma rosa solitária em meio ao campo

Protegida por seu pequeno príncipe.

Pra fazer cada uma das estrelas

Estarem cada vez mais próximas.

Zanco, o Cultivador

domingo, 10 de julho de 2011


Quando pensava que nada tocaria

meu coração

apareceu uma rosa que aos poucos

não sabia

de nada ela sabia, nem eu

foi construindo, arquitetando um jeito

de chegar ao ponto

onde nós nos encontraríamos

onde nós dançaríamos

e no dia seguinte ela ainda estava aqui

presente em meu peito,

mensagens mudas

ela nada dizia

e eu cada vez queria mais

ouvir o que aquele sorriso

aqueles olhos queriam dizer

mas eles permaneciam mudos.


(Zanco, o Cultivador)

quinta-feira, 16 de junho de 2011


O vidro embaça com o calor que sinto aqui dentro.

E eu ouço o que não está mais aqui

E sonho com coisas estranhas.

(Zanco, O cultivador)


O quanto cabe num coração é a medida de um infinito

Não se pode contar em números

É apenas uma super lotação de sentimentos

Que podem correr nas veias ou se guardar num baú

Se este for sem fundo,

Não pesa, não tem massa nem densidade

E se parar pra pensar na intensidade

Não são decibéis ou graus Celsius

Nem ao menos o poder da verdade

É sentir na pele, no tato, no cheiro

No sentido de estar vivo, ou por enquanto.

(Zanco, o cultivador)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Todas as coisas


Se pudéssemos saber
entender o mais profundo
compartilhar a ignorância do bobo
sentir a verdade
sobre todas as coisas
aumentar os horizontes
da ciência e da religião
tornar comum a todos
a filosofia, a política ou
como funcionam todas as coisas
ter a convicção da luz
saber entender os sinais
de todas as coisas
o que move, o que junta
a mecânica cósmica
de um olhar confuso
que adormece, desperta
e nem pensa no sentindo
de todas as coisas.

(Zanco, o Cultivador)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Na bolha.

Um homem sentado num puff no interior de um quarto todo fechado, a luz baixa e fones nos ouvidos com música alta, na sala da mesma casa um casal jovem, da idade do rapaz, começa a discutir, no quarto, o rapaz desconfia, na sala a agressão começa. No quarto, ele vira a cabeça pra trás como se quisesse ouvir algo, na sala, o casal se pegando a pau cai por cima de uma mesa cai tudo no chão, no quarto, ele ouve um grito e vidro quebrando, baixa a música, tira os fones dos ouvidos, tudo em silêncio então ele começa a perceber os sons da rua: os carros, crianças, passos, gritos bem ao longe, na sala, a mulher tenta enforcar o homem e ele esmurra ela no rosto já sangrando, a mão vermelha. No quarto, o silêncio continua e ele se esforça pra ouvir o que pode estar acontecendo lá fora do quarto, só ouve o som da rua, o telefone toca, ele atende. – Opa! E aí meu vamo sim. Levanta, pega o casaco e abre a porta.

sábado, 2 de abril de 2011

Vou plagiar a saudade
pra enganar a solidão.

e-qui-dis-tan-te


Quero ouvir a razão
chamando por mim
numa leitura pacificadora
na luz redentora

de uma paz sem fim

no equilibrio em mim.


Voltar ao princípio

onde será o fim

de um mundo poluido

e uma vida sem sentido

de mortes e sangue carmim

pra sair deste precipício.

(Zanco, o cultivador)

Reflexões sobre a metamorfose


- capacidade de apartir de si mesmo transformar-se em outro. - transfomar a forma física, habilidade restrita de certos seres vivos, entre eles a lagarta/borboleta. - podemos transforma o pensamento. - não somente em outro pensamento mas também em um objeto, uma invenção ou simplesmente em ação. - metamorfose não pode ser somente transformar. - tem que passar por um estágio de hibernação/casulo para se tornar um outro ser singular e diferente. - exemplo seria um gato se transformar num cão. - dificilmente transformamos nosso pensamento em outra coisa. - sem transformar coisa alguma em nós. - não aprendemos tanto assim, apenas, cada vez mais acostumados com a inércia. - pratique sua metamorfose, transforme uma idéia, um pensamento.

(Zanco, o cultivador)

sábado, 12 de fevereiro de 2011


Sei que a compreensão
vai além do viver
mas viver ajuda a compreender.
Mesmo não estando certo.
Sem certeza de nada, vamos aos poucos compreendendo,
e mesmo que esta reflexão não acrescente nada
nas páginas da história universal,
me sinto vivo e aprendendo que isto tudo
pode não valer nada,
mas esta é a minha maneira de expressar
a existência de um atuador
que mais reflete do que age.
Com respeito e com vontade de transformar.
(Zanco, de volta)

Até...

Até mais vê
até não mais
até onde
até quando
até a próxima
até aqui
até agora.
(Zanco, de volta)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

meus amores

Os amores não precisam ser iguais, precisam ser complementares.
(zanco em metamorfose)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Leia-me dos pés a cabeça.

Onde há corpo sou palavras
sou constituido de letras
quase sem sentido

onde há membros sou sílabas
de formação oxítona
com a centuação indefinida

onde há músculos sou frases
de artigos definidos

de luzes e sinônimos
onde há células sou pontuação
acompanho o fim da oração
de um objeto indireto


onde há juntas e ossos
sou figura de linguagem

sujeito de uma vida sem gramática
e com linguagem simbólica
da língua, da boca, dos orgãos
públicos, dos agentes passivos


leitor aprendendo o alfabeto
querendo ler no corpo humano
algum sentimento nobre.

(Zanco, em metamorfose)

Troco:


Sentimentos em ótimo estado,

polidos, rudimentares,

de amor ou de ódio.

Meu estoque tem imensa variedade

de formas e tamanhos.

Os sentimentos aqui oferecidos

contam com qualidade em sua intensidade,

também oferecemos risos e choros.
(zanco, em metamorfose)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

hai-kai de kerouac

pássaros cantando
no escuro
chuvoso amanhecer

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Tu estás aqui.



Ela disse que não estava por essas,


estava por aquelas


de ficar sozinha


então, eu apaixonado


bati na porta


joguei pedras na janela


ela não atendeu


mas lá dentro, ouvia-se


a vontade de sair


e o medo de sair


e eu insisti e bati novamente


ela gritou lá de dentro


num som, abafado:


- Faz a volta!




(Zanco, o Cultivador)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Feliz Aniversário

Com um travesseiro ao lado do outro a cama de casal está revirada. Uma mulher deitada.
A mulher acorda, e tateando o lençol procura seu companheiro ,mas parece que ele acordou mais cedo, ela se vira de um lado para o outro e então levanta.
A porta do banheiro está fechada... parece que ele está lá dentro. Ela segue pelo corredor, esfregando os olhos um pouco sonolenta.
Abre uma porta. É a suite de uma criança, a cama está revirada e a luz do banheiro acesa. A porta do banheiro está entre aberta porém não se vê o interior do banheiro.
Na cozinha ela está terminando de lavar a loça da noite anterior, um prato, um garfo, uma faca e um copo que ela coloca no escorredor. Recolhe os outros dois pratos que estão sobre a mesa.
Ela recoloca a mesa, as xícaras e os talheres para o café da manhã para três pessoas, coloca água no fogo passa o café e anuncia: - O café está na mesa!
Começa a tomar seu café olhando o relógio. Já impaciente levanta vai até o quarto que está com a cama arrumada e a porta do banheiro fechada, a luz apagada. Quando ela passa pelo banheiro voltando pelo corredor a porta está aberta. A mulher entra, se olha no espelho por alguns instantes. Volta para cama que agora está com os dois travesseiros empilhados, ela deita e adormece chorando, enquanto dorme, volta a sonhar.
O sonho: Ele abre os olhos abraça a mulher e ela acorda com os beijos. Um menino abre a porta do quarto dizendo: - Bom dia mãe! Feliz Aniversário!
Corre e pula na cama dando um forte abraço nela, que sorrindo fecha os olhos chorando de alegria e então acorda novamente na mesma cama do começo.
(Andruz Vianna)

Haverá de chegar o dia

em que a poesia

não fará mais parte

da minha vida, quando

o coração calar o tum-tum quente

ou se mesmo juntos longe da gente.

Somente no dia devido

eu fechar meus olhos tentando enganar a sorte

e o coração se deixar levar

sem direção

e num correr abafado

eu me sentir cansado

do amor que já tive

é assim que se vive sem poesia

que mesmo fria ainda me aquece

e de nada se esquece

do meu sonhar distante

e continuo adiante

escrevendo minhas linhas

esperando chegar o dia

em que minha poesia

não se faça necessária,

estarei deitado na praia

dos desejos realizados

e ainda assim escreverei

a história dos dias felizes,

de sorrisos alegres até chegar o dia...


(Zanco, o Cultivador)
A vida é tão básica
quanto cruel
quando menos se espera ela se acaba
as vezes, mesmo sem ânimo temos vida
e vice-versa ao contrário.
Não sabemos o que fazer
com a vida que nos é dada
vamos vivendo por ver os outros viver
se ao menos a vida fosse boa
porque morrer?
Acho que morrer não é quando
a vida acaba
é quando a vida chega
não é o fim, nem o começo
é nada.

(Zanco, o Cultivador)

domingo, 10 de outubro de 2010

Encontrarás outros


A lenda do sábio do saber inexistente.

- De todos que existem, ainda encontrarás outros...

de amores

de sabores

de ardores

de horrores

de temores

de andores

de anteriores e posteriores

de interiores, sempre encotrarás outros.
(Zanco, o Cultivador)

Literatura cênica.


(para ser encenado)


Oh Coração, porque não te calas?

Não te darei mais ouvidos.

Sem nem te dar boca tu falas tanto...

Bom, se eu te der ouvidos

talvez tu me escutes.


Oh coração, por que não me ouves?

Quer saber de uma coisa?

Não falo mais contigo!

Sem nem te dar bola tu me enches o saco.


Oh coração, por que não te cansas?


(Zanco, o Cultivador)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Martinica

- Quase ninguém se vê assim, o que se olha está nos olhos de quem vê.